segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Jubiacaba A Cidade que ninguém conhece - Autor Ruy da Penha Lôbo

O ato da leitura é algo importante pois desenvolve nossas habilidades cognitivas e também nos direciona a um mundo imaginário. Ao ler percebemos as características comportamentais e econômicas dos personagens quando se referem a linha ficcional,no texto trabalhado de forma concisa pelo autor ao descreverem alguma coisa .
          Mas tão importante quanto ler é escrever uma estória, criar um enredo situações que serão vividas pelos personagens protagonistas que são importantes na trama da estória não esquecendo os personagens secundários que de modo algum perdem sua importância, pois fazem parte da engenharia do texto elaborado pelo escritor. 
            Seguindo essa ênfase quero destacar o livro que escrevi: que se Jubiacaba em que criei duas cidades fictícias uma em Minas Gerais chamada Campinas das Lages perto de Juiz de fora  e outra em Goiás Jubiacaba entre Bonfinópolis e Leopoldo de Bulhões.
              Nessa pequena cidade não conhecida do grande publico leitor há dois personagens antagonistas Joaquim Francisco, filho de pessoas humildes , pessoa de caráter , lutador , trabalhador e com firmes propósitos éticos e políticos e na outra vertente destaco o personagem Horácio, frio, desumano, egoísta filho de uma oligarquia política da cidade .  
              Horácio Não suportando a felicidade de Joaquim Francisco e Rosa Flor por quem tem um grande amor por ela e não quer que ela fique com Joaquim Francisco . Nessa luta entre bem representado por Joaquim Francisco e o mal por Horácio , procurei delinear a arrogância de Horácio retratando um pouco a soberba de algumas pessoas que se acham, acima do bem e do mal.
              Enquanto Joaquim Francisco representa a Humildade , a persistência que algumas pessoas tem em alcançar seus objetivos mesmo diante de tantas adversidades e a determinação para realizar seus sonho, que são fundamentais na vida de qualquer ser humano, Horácio representa o oposto.
              Nesse livro abordo a humildade como ponto essencial para modificar o itinerário humano , para não para aceitar calados quem nos humilham , e a capacidade para entender que não somos melhores que ninguém , mas filhos do Altíssimo que está a nos guiar e a nos proteger.
              Percebendo tudo isso resolve escrever livro com o intuito de não ser não apenas um livro ficcional mas a tona questionamento sobre valores humanos  como: a ética , a honestidade , a humildade coisas que estão faltando em nossa sociedade corrompida pelo consumismo desenfreado e esquecendo dos princípios básicos para uma boa convivência humana.
            Jubiacaba é isso, a análise da sociedade do ponto de vista de Joaquim Francisco  um idealista , lutador , sonhador que busca uma sociedade justa , um mundo mais humano, não renegando suas origens que para ele são fundamentais , pois o que se nota hoje em dia é que algumas pessoas que subiram na vida, esqueceram suas origens renegando seu passado e também sua vida pregressa tendo vergonha de sua vida humilde . Joaquim Francisco tem orgulho do seu passado , das suas lutas e trabalho e e não esquece da sua cidade simples pois está em seu coração mesmo que esteja em qualquer parte do mundo.
             Em suma , Jubiacaba é o olhar de Joaquim Francisco sobre o mundo e a sociedade .  Jubiacaba , a cidade que ninguém conhece mas que deveria ser conhecida para ensinar bons conceitos e transformar as nossas vidas em mundo de paz e harmonia.         
           

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Tarde de Solidão



Autor : Ruy da Penha Lobo

Ao Pensar em minha vida cheguei a uma constatação na vida se ganha e se perde relendo meu livro escolar em uma tarde ensolarada percebi o quanto estava triste com a partida de meu pai. Era um domingo, vinte e cinco de setembro ele iria viajar para longe a Alemanha, tinha que resolver uns negócios na capital Berlim.
      Entretanto dizia que não ficasse triste pois voltaria logo assim que se resolve tudo , porém algo dentro de mim me dizia o contrario  , haveria de me esquecer , passaram-se vinte anos , eu  estava na adolescência tinha que trabalhar para ajudar minha  mãe , estávamos morando em um lugarejo chamado Bonfinópolis , lá era  aplausível , tinha um comércio pequeno mas um povo acolhedor e agradável.
       Comecei a trabalhar na construção da estação da estrada de ferro , era pelos idos de 1950 , trabalhei, lutei , vendo que não obtinha sucesso  e tendo que continuar meus estudos , eu e minha mãe fomos morar no Rio de janeiro , pois uma irmã de minha mãe morava lá já  fazia algum tempo tia Jurema , chegando ao Rio , quanta tristeza se abateu sobre mim de lembrar dos amigos que deixei para trás na minha querida Bonfinópolis.  
          No Entanto tinha que lutar não somente por mim , mas por minha mãe , arranjei emprego de engraxate pelo meu tio Honorato , trabalhava muito mas com o pouco que ganhava ajudava nas despesas da casa de meu tio , minha mãe estava trabalhando de ajudante de um senhor chamado Rakan  , um sírio que estava instalado na Rua do Catete.
            Íamos lutando com muitas dificuldades , mas Deus dava-me forças para superar os obstáculos , estudando consegui terminar o ginasial e em seguida o segundo grau estava me preparando para ingressar em uma Universidade , porém não tinha condições para isso pois o salário mal cobria as despesas da casa .
     Com tudo pensei em uma maneira de ganhar mais dinheiro , foi assim que juntando as economias minhas com as de minha mãe montei uma pequeno negocio e com o tempo e com o passar dos anos foi-se  ampliando, com o rendimento pude então sonhar em entrar em um curso superior.   
       Foi assim que estudando, ingressei e fiz o curso de direito na Universidade Campos Sales, montei um escritório de advocacia, passaram-se dez anos, minha mãe não encontrava-se com mais ânimo como antes ,  estava triste pois tinha uma doença incurável que não poderia  ter nenhum remédio que a recuperasse .
         Nesse dia foi o momento mais triste da minha vida ter que assistir minha mãe morrer e não poder fazer nada , ela que sempre me apoiava , estimulava a conseguir meus objetivos, em uma quinta-feira de dezembro mais precisamente no dia oito falece foi o dia de pesar na minha vida, contudo com a força de Deus consegui amenizar este sofrimento. 
           Andando um dia pelas ruas encontro um velho barbudo pergunto-lhe o nome ele me diz que se chama Fabio que tinha perdido o contato com a família fazia anos e que estava procurando seu filho e sua esposa, naquele momento percebi que aquele homem poderia ser meu pai, pergunto-lhe de onde é e ele me fala que é de São Paulo do bairro do bexiga e  era filho de de Werner Schwan  , não , não poderia ser , era meu pai .
            Olhei para ele e disse: pai sou eu o Paulo, neste momento ele arregalou os olhos de alegria compulsivamente disse: filho, filho como te procurei você e sua mãe me perdoa fui a Berlim resolver uns negócios perde quase tudo com bebidas e jogos, voltei ao Brasil foi enganado por outras pessoas, ou seja, perde tudo.
              Naquele momento, sente pena daquele homem e ao mesmo tempo alegria ter encontrado meu pai que estava sumido há anos , quando contei-lhe da morte de minha mãe chorou sem parar percebi o quanto ele a amava levei para minha casa e estou cuidando dele com a minha esposa , meu nome é Paulo Castillo Schwan  estou escrevendo isso para dizer que apesar  de se ter tardes de solidão , devemos ter sempre em nossos corações que o amor é infinito a tudo , perde minha mãe mas reencontrei meu pai que hoje é a força para minha vida  esperança de tempos melhores e sonhos que se realizam no amanha de uma nova aurora.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Outono em Nova York - Autor Ruy da Penha Lôbo


        Um dia andando pelo central parque olhando as folhas secas caírem no chão relembrei da minha cidade Guaratinga , aqui é tão diferente , as pessoas não se importam umas com as outras , os vizinhos não se conhecem. 
         Revela assim o maior frenesi que existe em uma cidade grande como está feita de arquitetura e arranha-céus, mas seca de valores humanos, em Guaratinga tínhamos uma verdadeira irmandade, minha mãe Dona Carlota ajudava a todos que precisassem, tanto na parte material como espiritual.
         Perto de nossa casa tinha o senhor Roberto que era farmacêutico e tratava as pessoas com ervas medicinais, por isso certa vez apareceu um menino muito doente e não havia ninguém que o curasse ele se chamava Deodoro, sua mãe Margarida, vendo tanto sofrimento levou ao senhor Roberto que o examinou e passou o remédio que curou suas tosses e calafrios, sendo atendido na sua casa, pois a mulher não tinha condições morava em outro lugar.
        O senhor Roberto com sua esposa Patrícia acolheu com dedicação a mulher e a criança em sua casa até que o menino ficasse bom , quando melhorou perguntou ao senhor Roberto , quanto era e ele disse que não era nada pois Deus tinha dado o dom de curar as pessoas.
         Todos esses fatos passaram pela minha cabeça dos anos alegres que vivi , minha  família era formada por cinco irmãos André, Fabio, Rosalva,Catarina  e eu Rafael Meneroni que era o mais velho , José Raimundo meu pai era muito caridoso , ajudava a todas as pessoas que necessitavam da sua ajuda , mesmo tendo poucas condições , sempre que alguém não tinha dinheiro emprestava o pouco que tinha .
        A cidade de Guaratinga onde vivia era muito harmoniosa, as moças passeavam umas com as outras e encontravam com os rapazes na praça do chafariz para namorar, tudo era muito alegre.
         As pessoas não viviam na agitação que se tem hoje existia um ar provinciano na cidade, onde todos se conheciam e procuravam se ajudar, aos domingos era a maior alegria ir as missas do padre Carlos, minha mãe levantava bem cedo, preparava o café, fazia os biscoitos e nos acordava dizendo que estava na hora da missa , levantávamos correndo , tomávamos café, comíamos biscoitos e juntamente com meu pai e minha mãe e meus irmãos íamos para missa.
        Essas lembranças vieram a minha cabeça, lembrando de tudo, sentado na praça, desejei tudo aquilo, mas infelizmente uma moça me acordou e tive a clara consciência que isso era passado, meus pais não existem mais, meus irmãos moram longe não me procuram, hoje aos sessenta anos vivo na mais pura solidão, sou catedrático da universidade de Nova Jersey, no entanto todo esse titulo não me basta pois terei sempre em meu coração a Guaratinga da minha infância dos momentos bons de emoção , onde a alegria era fiel companheira de momentos que vou ter guardados  pela vida inteira..     

A Arte de Criar Personagens

   Desde os tempos de outrora o homem cria coisas, foi assim com os povos egípcios que criaram o calendário de 365 dias, os fenícios que inventaram a escrita e o alfabeto com 22 sinais, sendo depois aperfeiçoado pelos gregos e por ultimo os chineses tendo inventado a bússola, todos esses povos deram sua contribuição ao mundo.
    Na literatura ficcional, o escritor cria personagens que o levam a um mundo imaginário, onde se descortina o bem em contraposição ao mal, quando escreve o escritor procura fazer que o leitor sinta a profundidade de seu texto e a maneira como foi elaborado.
      Os personagens fazem parte dessa grande engrenagem que é a imaginação do escritor, cada personagem possui características distintas, seja psicológica ou condição econômica, quando escreve salienta a personalidade no contexto que foi criado.
       Recordo de um livro importante que li da literatura clássica mundial, Os Lusíadas onde Luis Vaz de Camões destaca a saga dos portugueses para chegar ao Oriente. A índia, Neste livro utiliza de Deuses gregos como Baco e netuno, é interessante notar como trabalha bem a dinâmica da mitologia grega fazendo uma junção com a história.
        Em suma gostaria de frisar que o escritor é o grande idealizador de sentimentos quando redige ele abre as asas do seu imaginário induzindo o leitor a ser um elo com que está escrito, pois quando lemos nos transportamos para aquela estória e sentimos como se fizéssemos parte de um mesmo enredo.
         Por fim penso que o escritor muda e transforma as nossas vidas passando pensamentos e vivências novas e revelando a grandiosidade da criação humana. 


                       Ruy da Penha Lobo
          Graduado em Letras- Espanhol Universidade Católica de Goiás