terça-feira, 23 de abril de 2013

No Arquivo das Minhas Emoções - Autor : Ruy da Penha Lôbo


Hoje estou pensativo relembrando de tempos bons que não voltam, de uma época de ouro que está nas minhas memórias de menino adormecidos em meu coração que suscitam a cada instante que vem como um relâmpago a brilhar em minha mente.
   Estou rememorando daquele Bonfinópolis estado de Goiás que não existe mais daquela simplicidade pujante onde a vida era uma grande alegria, jogando bola e bolinha de gude na singeleza do contentamento que deveria sempre estar em nossa vida.
     Com o decorrer dos anos alimentados por esses bons tempos que são a síntese da minha História que revela a simplicidade que hoje não se tem, onde a infância era aproveitada a cada minuto e instante da nossa vida infantil.
      Relembrando Bonfinópolis Goiás, memorizo com saudades da época que não tinha asfalto e onde havia uma palmeira de frente a minha casa revelando a simplicidade interiorana que hoje não vejo de uma emoção contida que me traz grandes recordações.
       Revivo aquela fase em que na adolescência assistia o filme karatê kid  e ouvia os sucessos de Lulu Santos e Almir Sater no toca discos ultimo lançamento da época isto meados de 1987 e vivia a adolescência em toda harmonia sem preocupações com o futuro que mais adiante iria chegar com tantas inovações tecnológicas. 
         Ah! Que saudade daquele tempo que Bonfinópolis  era distrito e a gente conhecia cada um de seus habitantes todas as suas lutas e conquistas no dia a dia da vida , naquela época havia pouco comércio na cidade não se tinha tanto desenvolvimento , mas notava-se uma ingenuidade na observação do mundo 
       No resgate de minhas lembranças lembro das festas de São Sebastião antigas em que se fazia o Leilão das Prendas da festa no coreto da Praça que ainda hoje existe onde reuniam várias pessoas para arrematar as prendas e também nesta hora era um momento de irmandade familiar e de muita alegria que hoje não se vê onde as pessoas vivem oprimidas na correria da vida sem tempo para viverem a vida na sua plenitude
     Hoje o Coreto está lá frio sem uso, sem alegria que se via de outros tempos de outrora, um tempo marcante da minha vida que repassarei como sendo exemplos de humanização que devem ser seguido pela nossa sociedade tão vazia de valores.
      Esse tempo de grandes recordações traz também a lembranças dos tempos estudantis em que eu levantava cedo para ir ao colégio estudar naquela felicidade que não sabia o porquê onde se via aquela multidão, ir cumprir o seu itinerário para chegarem à conclusão de seus caminhos que iriam acontecer no futuro.
       Hoje vejo uma sociedade onde a simplicidade deu lugar a arrogância onde os valores estão sendo deixados de lado, aquela espontaneidade, aquela vida interiorana guardo no meu coração, pois hoje vivemos o artificialismo , na era global , onde há  internet , redes sociais mas esquece-se do principal do diálogo humano  que deve-se existir em toda sociedade civilizada onde o primordial são as relações humanas  
        A sociedade evoluiu, mas não progrediram no refletir, no sentir as verdades simples da vida, bons tempos àqueles que não vivíamos nas redes sócias, mas vivíamos nas redes humanas onde sabíamos os problemas de cada um e procurávamos ajuda-los .
    Não estou aqui criticando as redes sociais, pois sei da sua importância na atual realidade, em que tem uma relevância no processo de socialização de pessoas que estão longe e são conhecidas e também na ampliação de novas amizades.
     Mas quero lembrar de um período que não existia internet, mas tinha a alegria da naturalidade que sinto falta nos dias de hoje e guardo no meu coração testemunhando que a vida é um grande recomeço a cada dia de nossa percepção humana.
      Por fim deve-se refletir e procurar resgatar a candura que perdemos no corre, corre da vida instituindo a verdadeira felicidade que brotara em novos frutos que manifestaram a certeza que dias melhores virão.
       Em Suma isto é o que me faz ser feliz viver, lembrar, sonhar e desejar que isto nunca se apague das minhas páginas da vida, pois é o arquivo de minhas emoções que estarão sempre guardadas com muita dedicação me ensinando que a vida está na grandeza de perceber o sentido da alegria que está nos pequenos momentos que se deve ter.      

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