quinta-feira, 2 de julho de 2026

Conto : Uma Partida de Futebol - Autor : Ruy da Penha Lôbo

 

Eu  Péricles  Santana ,Em  um  dia agitado  de  trabalho  recomecei  mais  um turno  de  trabalho  e  tinha  uma vida  intensamente  cheia  de  perspectivas que   riam  se  desenhar  em  um  conjunto  de  minha  história  pessoal.

 Neste  contexto  de  uma  vivência  explicada  em  normas  de  superação Sempre  acreditei  em  lutar  pelos  meus  objetivos  que  se  traduziam  em uma  concretização  mutua  de  habilidades  que  se  notavam.      

 Entretanto  um  dia  de  domingo  remexendo  alguns  objetos  na  casinha  de  despejo  para  organizar  e  limpar  encontrei  uma  bola  de  futebol  Pênalti de camurça ,Está  bola fez  recordar  grandes  tempos  que  eram  plenos  na sua  simplicidade  e  emoção  que  se  apresentavam   em  uma  alegria  de  intensa  felicidade  e  nobres  memorias  brilhantes  que  se  aprimoravam.

  Relembrei  de  minha  adolescência  quando  tinha  quatorze  anos  na  cidade de  Espelho  Encantado  interior  de  Goiás ,Onde  vivia  uma  vida  feliz  com meus  pais Djalma  e Teresinha , Meus  irmãos  Roseando, Tenório  e  também  Francisco  ,Eu  era  o  mais  velho  e  assim  demonstrava  minha  autoridade  aos  meus  irmãos  e  com  isso  tinha  respeito  dos  meus  pais ,Deixando a responsabilidade sobre  a  minha  jurisdição  permanente  que  se  alinhava. 

 As  manhãs neste  tempo  eram  serenas , muito  alegres com o sol  brilhante radiante ,anunciando  um  novo  dia  que  iria  chegar  cheia  de  grandes possibilidades infinitas  que iriam se descortinar com o  tempo.

Ao  acordar  tinha  todo  um  contexto esplêndido , arrumava  minha  mochila azul, Meus  materiais  escolares  ia  para  lavar o rosto  e  escovar  os  dentes  e depois  vestia  meu  uniforme  verde  cana  e  calça  branca  e  depois  iria  para  a  cozinha  tomar  um  café  delicioso feito  por  minha  mãe Teresinha  e saborear  com  uns  biscoitos, bolos  e  pães  de  queijo  e  em  seguida  ia  para  a  Escola  Candido  Soares  Abreu  juntamente  com  os  meus  amigos  Reginaldo  e  Fernando  conversávamos  sobre tudo , Era  uma  época  onde  tínhamos uma  adolescência feliz , baseada  em  uma  singular  felicidade  que sabíamos  que  um  dia  iria  ficar  em  lembranças  eternizadas  em  memórias.

  Este  tempo  se  situava  em 1986  ano  de  grandes  transformações  no mundo e  na  sociedade  brasileira , Contudo  não  tínhamos  a noção  de   nada  que  acontecia , Vivendo  uma  singularidade  de  emoções  que hoje sinto  bastante  falta,  Pois  era  a  simplicidade em  sua  máxima  expressão .

 Recordo  de  marcarmos  todos  os  dias  jogar  bola   em  um  campinho  de terra  que  ficava  próximo as nossas casas,  Onde  juntava  toda  a  molecada do  bairro, Isto  acontecia  geralmente  as  três  horas  da  tarde  e  íamos quase  a  noite    pelas  seis  horas da  tarde ,  era  uma  conjuntura  de felicidades que  tínhamos em  que em  simples jogadas  de  futebol  se alicerçava  todo  um  período esplêndido  de harmonia em  nossas vidas juvenis  de adolescentes  que tinham simples sonhos naquela realidade.

As  jogadas  de futebol eram  formadas  em  quatro  times  e  todos  os jogadores  se  revezam , as  vezes  ganhando , Mas  o  importante  era  a amizade  que  se  fazia  e  se  notava  sendo  uma  grande  irmandade  de alegrias supremas  infinitas  que se percebiam  a  cada  dia  que  se  definia.

Em  um   pleno  olhar  daquela época  noto  o  quanto  vivíamos  uma  harmonia  que  hoje  não  se  vê mais , Com  sentimentos  contrários  a  vida  humana , A  amizade  e  ao  supremo   existir  que  se  desfigura  a  cada  minuto  e  também   intensos  segundos  que  norteiam  em  nosso  tempo.

 A  vida é  feita  de momentos  inesquecíveis  que  se  apresentam  em  um decurso  do tempo  que  veremos  mais  pela  frente  em transformações que se  aprimoram  na certeza  que  objetivos  vão  ser  concretizados.

  Sinto  uma  saudade  imensa  de  ver  minha mãe Teresinha  chamar  eu Péricles da  partida  de  futebol   par a ir  embora ,Pois  era   tarde  e  tinha  que  jantar  mais  cedo , Porque  ela  iria  se arrumar  para  ir  ao  Colégio  ministrar uma aula  de  geografia  e  com  isso  sempre  tinha  que  terminar  mais  cedo aquela  alegre  partida  de  futebol  que  hoje  somente  tenho  memorias.

  Contudo  sabia  que  no  outro  dia  teria  aqueles  plenos  e  contagiantes instantes  de  felicidade  pura  e  singela  e  que  suavizavam  meu  cotidiano de   uma  adolescência  que  vivi  com  toda  a essência  de  uma  sabedoria  plena  e que  se realizava  em  pequeno  detalhes  de  uma  intensa  harmonia .   

   Neste  périplo  humano ,Vivemos de  constâncias  e  obstáculos  que  estão pela frente , Entretanto  essas  realidades são  o  estimulo  para  demonstrar que  tudo  pode  ser  realizado  com  pequenos momentos  de  alegria, sintonia e  uma  paz  que será  para  sempre  duradoura  em  meus  pensamentos  que se  desenham  e  articulam  em  prioridades  extensas  de  sentimentos..  

  O  tempo  consolidação  de  minha pequenez diante  de tantos  fatos  que passaram  tão  rápido ,Quantas  alegrias ! Quantos  aprimoramentos ! Quantos sentidos de identificação!  E  faziam  parte  do  meu  viver  juvenil. 

 Eu  Péricles  casado  com  Elizabeth , Tenho  três filhos  Paulo, Renato   e  Marta  e  hoje  em  2026  exercendo  a  profissão  de  arquiteto e trabalhando  em  mais  um  projeto  reconheço  toda  a  sintonia  de  minha  vida  profissional 

  Entretanto  Uma  Partida  de  Futebol  fez  recordar  o  passado  brilhante  do  meu  viver pois  era  o  símbolo  de  simplicidade  que  tinha  em  cada  minuto  de  alegria  em  um  gol  que  marcava  porque  se  traduzia  na  amizade  que  procurarei  solidificar  em  cada  caminho  que  trilhar  neste  nobre  vivenciar.

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