segunda-feira, 18 de abril de 2011

Poesia: O Amor - Autor: Ruy da Penha Lôbo

I  amor palavra singela expressão no olhar,
carinho sempre presente razão divina de te amar.


II amar como outrora em outros Tempos sem fim,
desejando você bem pertinho de mim.


III amor não é simples gesto mais é doação,
querendo o seu amor essa é minha grande ilusão.


IV esperando que você rompa com essa decepção,
pois eu quero te amar e espero o seu perdão.


V  você é minha musa minha eterna namorada,
razão da minha vida paixão dilacerada.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Recordações de Um Natal - Autor : Ruy da Penha Lôbo

           Dezembro de 1931 , estávamos alegres mas um natal se aproximava , Eu Eusébio Fernandes juntamente com meus irmãos Rodolfo e Carmina e meus pais Atanásio e cândida Preparávamos com expectativa os festejos de Natal.
            Era tudo muito alegre , Minha mãe Cândida e Minha avó Heloisa cuidavam de todos os detalhes para a ceia que iria acontecer depois  da Missa do galo que se realizava a meia –noite presidida pelo padre Osmar na igreja matriz de Cordeirópolis Goiás , nessa época me lembro muito bem a igreja fica lotada , todos procuravam chegar mais cedo para conseguir os melhores lugares e poder assistir a missa que era muito bonita com um coral de doze crianças cantando musicas natalinas .
            Nessa época , o natal tinha outro sentido , as pessoas não se preocupavam apenas em consumir , comprar presentes , mas em alimentar o espírito com a palavra tendo em mente o verdadeiro sentido do natal que é o nascimento do menino Jesus.
             Eu e meu irmão Rodolfo ajudávamos meu pai Herculano na criação de gado e nas Hortaliças , enquanto minha irmã Carmina  ajudava minha mãe Cândida nos afazeres domésticos. No dia  24 , terminávamos mais cedo o serviço e íamos descansar com meu avô Cláudio que sempre nos visitava e passava o natal conosco com minha avó Heloisa.
           Enquanto isso na cozinha minha mãe Cândida , Carmina e minha avó Heloisa preparavam a ceia com lombo assado , Feijão tropeiro , Costela de porco e arroz com pequi , e para sobremesa doce de goiaba , doce de figo , doce de leite , doce de pêssego e um pudim. Ao chegar lá pelas sete horas íamos nos aprontar para ir a missa pois o padre Osmar não se atrasava e da roça até Cordeirópolis era doze quilômetros , tínhamos que sair mais cedo para encontramos lugares para sentar.    
           Saiamos em duas caminhonetes uma  de meu pai Herculano e outra do meu avõ Cláudio quando chegávamos em Cordeirópolis a cidade estava toda iluminada cheia de luzes natalinas , as pessoas estavam todas bem vestidas para celebrar o nascimento do menino –Deus usavam suas melhores roupas pois era uma data especial.
          Ao chegar na matriz o padre Osmar sempre nos recebia com alegria dizendo que Jesus estivesse conosco , isso era recorrente antes das celebrações ele dizer isso para os fieis e que não saiu da minha memória , quando começa a missa a igreja estava com grande aglomeração que mal cabia as pessoas dentro do recinto sendo que algumas pessoas ficavam do lado de fora pois não havia bancos suficientes , mas ninguém se importava pois queriam celebrar o nascimento do menino Jesus .
           Na homilia o padre Osmar sempre dizia que o nascimento do menino Jesus foi o fato mais da Historia pois delimitou o tempo , antes e depois de cristo , dizia também que Jesus veio para transformar a humanidade e trazer princípios novos para as pessoas.
           Ao terminar a missa , sempre havia apresentação com musicas natalinas com o noite feliz para o final da apresentação , quando terminava o espetáculo íamos para praça onde meu pai Herculano e me avô Cláudio iam conversar com seu Praxedes  e minha mãe Cândida e minha avó Heloisa iam conversar com sua esposa , enquanto isso eu Eusébio e Rodolfo íamos brincar com Carlos o filho do seu praxedes e Carmina brincar com Domitila a sua filha , a conversa era boa pois seu Praxedes e dona Catarina e seus filhos Carlos e Domitila eram pessoas alegres , simples e educadas que não se importavam com nossa condição social , pois seu Praxedes tinha uma farmácia bem montada em Cordeirópolis e na vizinha cidade de Diamante. 
           O assunto estava muito bom mas podíamos demorar mais e logo nos despedimos desejando um feliz natal e fomos para o sitio celebrar o nascimento com uma ceia que me faz sentir Saudade , quando chegava ao sitio antes da ceia meu pai sempre fazia as suas orações  pedindo a Deus forças para lutar contra as adversidades da vida .
         Nesse dia me lembro bem meu pai Herculano juntamente com minha mãe Candida iam buscar os presentes que haviam comprado para mim e para meus irmãos que tinha sido adquiridos com um turco conhecido que se chamava Hanan que era um comerciante prospero na cidade de Cordeirópolis  e que vendia para toda a cidade , pois além de ser um excelente era uma pessoa simples e alegre.
         Ao voltarem com os presentes percebi a alegria nos olhos de meu pai e minha mãe chamou-nos um por um, para meu irmão Rodolfo deu um carrinho de madeira e para mim um cavalinho de madeira e para minha irmã Carmina uma boneca de pano , enuanto meu avô Cláudio ganhou um canivete muito bonito marca corneta e minha avó Heloisa um pano para fazer um vestido , minha mãe Cândida ganhou de presente um lindo quadro da santa ceia por meu pai Herculano e meu pai ganhou de minha mãe Cândida uma linda Bíblia.
        Passados estes momentos de troca de presentes fomos para a ceia nos alimentamos e depois da ceia meu avõ Cláudio sempre tocava modas de viola que alegrava a todos tanto que ficávamos até altas horas e depois íamos deitar.
         No outro dia passada toda a festa , ao chegar a tardinha , era o momento mais triste pois meu avô Cláudio e minha avó Heloisa iam embora e ficávamos tristes com suas ausências , desejosos que eles voltassem logo.  
          Relembrando de tudo isso no natal de 2010 sentado na varanda de minha casa em São Paulo recordei tudo , tanto que cheguei a dormir e sentir saudade daquele tempo que não volta mais , onde o natal tinha um sentido de ser e as famílias se reuniam .
           Meus irmãos não vejo mais após a morte de meus pais se mudaram para Nova Aurora Santa Catarina onde trabalham no comércio e hoje são grandes empresários e não se preocupam mais comigo e somente com seu patrimônio , luxo e ostentação .
           Eu Eusébio Fernandes , trabalhei muito desde pequeno fui agricultor , sapateiro , pedreiro , comerciante e hoje formado em agronomia e aposentado vivo com alegria com minha esposa Constãncia e meus filhos Renato e Paula e meus netos Alexandre e Larissa  e bisnetos Gilberto e Carla  , mas aquele natal de 1931 não esquecerei jamais , um natal com muita alegria e emoção onde tinha a presença de meus pais com amor e dedicação e do meu avô e eminha avó que eram muito bons , sendo recordações de um natal que não sairão do meu pensamento e que a felicidade está nos bons momentos que vivemos. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

A Ilusão Cultural - Autor Ruy da Penha Lôbo

      Nas muitas indagações que me faço , tento procurar entender algumas coisas , porque algumas pessoas que são celebridades no mundo da política , economia , teatro, televisão , acham que a cultura ocidental está nos Estados Unidos , será porque pensam por ser a grande superpotência acham também que são culturalmente superiores? 
      Estão redondamente enganados , a cultura ocidental não está nos Estados Unidos pelo contrário se encontra nos paises do mundo antigo como Itália e Grécia. A Itália onde se encontra o coliseu de Roma , a Via- Apia , a estrada onde os romanos passavam para conquistar os outros povos e também o direito Romano que é a base de todo direito universal , ou seja foi em Roma que nasceu o curso de Direito que conhecemos hoje. 
     Em relação a Grécia remontamos aos filósofos gregos : Sócrates , Hipocrates, Aristóteles tendo na Grécia nascido a  filosofia , a medicina , as primeiras peças teatrais pois foi na Grécia que surgiu o teatro. Por isso não se iluda achando que para conhecer teatro tem que ir a Broadway para assistir peças de teatro  isso é enganação , se vocês querem saber o que é o teatro vão para onde surgiu o teatro ou seja na Grécia.
        Enfim quero terminar , este texto não criticando , mas mostrando uma verdade cultural , ou seja se você quer conhecer a cultura ocidental vá para estes paises dos quais mencionei , não se iluda acreditando que nos Estados Unidos que a cultura está ai entranhada, pois não está, em termos de cultura não podemos deixar de destacar que o nosso pais é rico culturalmente , não devemos procurar lá fora o que nós temos aqui dentro  pois a cultura é um termo muito amplo se refere a língua , costumes , tradições , sotaques exemplo de riqueza que encontramos aqui , porém se você quer se iludir se iluda , não posso fazer nada a não ser esperar que você sai dessa ilusão cultural.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Banalização da violência - Autor : Ruy da Penha Lôbo

             A vida é algo sublime que deve ser preservada , devemos lutar pela vida nas suas infinitas dimensões , no entanto  o  que se observa é que a vida tem sido banalizada , o ser humano não tido o valor que merece .
             A mídia não se esforça para melhorar e fazer que haja diminuição da violência , procura-se somente noticias ruins , como se o mundo fosse feito somente de coisas más  não procuram colocar em seus jornais noticias positivas , que transforma a vida das pessoas , não é possível que não aconteça nada de bom que não deva ser mostrado , para fazer uma contraposição do bem contra o mal .
           Não é possível que e em lugar algum não esteja acontecendo algo de bom , reforçando assim o bem ao invés do mal , temos uma imprensa que prioriza a violência e não as coisas boas que acontecem que devem reiteradas.
             Ao afirmar que deve-se enfocar coisas positivas não estou dizendo que as pessoas devam viver em mar de rosas , não é isso , penso que a noticia tem uma função social ou seja deve ser usada para melhorar a sociedade e não reproduzir violência .
             Defendo que  a noticia deve ser veiculada não apenas mostrando as coisas ruins pelo contrário , mas sim as virtudes o que elas fazem de bom pelo semelhante ,porque penso que o bem que acontece não é mostrado simplesmente porque estão com a intenção de aumentar a sua audiência a todo custo nem que seja amendrontando as pessoas para ficarem presas em suas casas  e com isso consumindo sem saber os produtos que são mostrados nas propagandas , é isso que interresa a mídia fa zer que as ´pessoas consumam e se tornem escravas do medo , se entricherando em suas casas.
               É inaceitável , nós termos que assistir este tipo de comportamento da mídia seja da imprensa escrita , falada e televisiva e principalmente inadmissível ter que ver isso ocorrendo nas novelas , para que isso? Com que objetivo? , para que as pessoas fiquem em casa consumindo ?
                Em suma , devemos acabar com a cultura da banalização da violência , e exigir que nossos meios de comunicação estejam a serviço da sociedade e não amendrontarem essa sociedade já tão com medo .
                   Deve-se mostrar o lado bom das pessoas , que praticam o bem para construirmos uma sociedade onde o amor ao ser humano seja preponderante entre todos.

terça-feira, 8 de março de 2011

poesia: Saudade - Autor : Ruy da Penha Lôbo

I

  A saudade coisa tão estranha nos transporta para um mundo que não temos mais revelando assim que somos mortais.

II

Mortais para entender que nos revela uma época harmoniosa onde iremos chegar a uma constatação que o tempo muda as nossas vidas e também a emoção.

III

Emoção que invade o nosso coração quando não percebemos a grande transformação que o ser humano ficou sem razão. 


IV

Na saudade percebemos duas grandes oposições: a saudade do tempo de outrora e a saudade que virá do tempo de agora , tempo de agora que acharemos sempre melhor que o atual nos fazendo assim ficar triste e sentimental .

V

Sentimental para entender que a saudade é algo objetivo , é emoção que invade o coração sendo assim pretendemos compreender que a saudade é âmago que temos na alma onde o ser humano se percebe e se vê e procura restabelecer a imensidão que é o seu ser.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Jubiranga eternas recordações- Autor : Ruy da Penha Lôbo

Certa vez em casa tive uma grande saudade de uma garota que conheci em plena mocidade , era linda , olhos azuis da cor do mar , boca estonteante desenhada pelo criador , aquela emoção não esqueci dos tempos em que nos conhecemos na escola Jânio Arantes , tudo era divertimento. A garota que me refiro se chamava Isabel.  Era ela a minha amada que tenho no meu coração e com o tempo nunca passou essas recordações que povoam minha mente .
        A cidade de Jubiranga era simples tinha poucas casas , mas existia a confraternização entre as pessoas , depois que terminei os estudos parti para caminhos diferentes , hoje conclui os estudos na Universidade Cabo da Esperança em Ciências Contábeis, Moro no interior de Goiás em Carmenopolis trabalhei muito me consolidei na vida com muita reputação mais não esquece daquele amor que guardo no meu coração enquanto a ela Isabel ouvi dizer que se casou mas não foi feliz no seu casamento se separou e vive na mais completa solidão.  
       Acordei com essas lembranças do tempo que era feliz e tinha a noção do que era amar , da minha cidade Jubiranga somente há recordações da casa onde vivi e não existe mais , as amizades se mudaram e perde meus pais , enfim o que restou foram as sensações de um tempo que não volta e daquele amor eterno que não me sai da memória  . 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Poesia: Santa Cruz herança da minha Ancestralidade- Autor Ruy da Penha Lôbo

Poesia: santa cruz herança da minha ancestralidade

Autor: Ruy da Penha Lobo


I-

Santa Cruz ,terra de tempos de outrora raiz da minha hereditariedade, berço de homens que fizeram história.
coletando ouro como forma de trabalho e de vitória.

II

Brigadeiro Bernardo LOBO, antigo governador de Goiás
embora esquecido pelos livros, seu trabalho ele fincou.
Transformando o nosso estado com trabalho e com ardor.


III

Santa cruz, terra da minha  herança genética, trabalho
de incansáveis lutas, mudança ocorrida na história
de um povo que não se entrega mas que luta.

IV
Luta para ser reconhecida pelos feitos históricos sendo
herança cultural de uma sociedade transformadora ,Santa
Cruz de Goiás origem dos primeiros habitantes ,raiz
etimológica de nosso berço ancestral.

V
Santa Cruz de Goiás, glorias de outros tempos sem fim,
marco da civilização raízes, da minha história que eu
guardo com emoção, presença da saudade que eu trago
no coração