Raimundo
estava alegre , Porque iria visitar
sua querida cidade Fortaleza da Alegria interior de Goiás , havia muitos anos
que não ia lá para
rever os seus
parentes , tios Fabio,
Emanuel , e não esquecendo Constantino e suas tias Amélia,
Iris e
Constância, tudo estava muito bom , e com isso voltaria
ao seu passado
feliz.
Vivia uma
vida atribulada na
cidade de Recife
Pernambuco com muito trabalho na
área de engenharia civil , construindo prédios e
alicerçando as bases
de uma intensa
realização de objetivos
plenos e consistentes.
Contudo sentia
uma falta tremenda
de toda aquela
vida sublime de harmonia, Onde teve os melhores momentos de
sua vida , veio á sua
memoria um dia
que foi jogar
bola em um campinho
de terra , naquela felicidade que se
traduzia em uma
sintonia esplêndida de
uma grande emoção que carregaria
pelo resto da
vida .sendo lembrada para
sempre.
Neste jogo de
intensas recordações , lembrou que foi
chutar a bola
com muita força e ela havia
saído do campo
e foi bater
na vidraça da
janela do senhor Paulo
e com isso
quebrou o vidro
da janela de
cima abaixo e
ele saiu nervoso e assim com isso perguntou:
- Quem é
que fez isto ?
Neste instante todos ficaram calados e em seguida logo o jogo acabou porque não havia mais sentido jogar , sabendo que iria ver o senhor Paulo nervoso conosco que estávamos jogando bola sem ter a grande e plena responsabilidade de nossos atos , pois éramos garotos que eram ingênuos , simples nas constatações da realidade intensa humana e com grandes e fortes possibilidades.
Outra particularidade descrita de forma relevante em minhas supremas lembranças era o doce de goiaba muito delicioso que minha bondosa mãe Margareth fazia que alegrava todos nós da família por seu talento em fazer doces de todos os tipos e também diversos pratos culinários.
Neste percurso pela cidade de Fortaleza da Alegria , passei próximo ao Colégio Getúlio Castro Pontes , Onde existia uma alegria , todos os dias levantava bem cedo organizava meus materiais escolares ,vestia o uniforme do Colégio e colocava minha mochila azul escura nas costas naquela simplicidade plena de adjetivos brilhantes que mais tarde iriam fazer eu lembrar deste tempo único que nunca mais voltaria, e assim ficando eternizado em meus pensamentos e também em meu coração .
Vendo o Colégio
vazio sem nenhum
aluno vi o quanto
o tempo passou depressa, Hoje o
antigo Colégio está
prestes a ser
demolido , Porque a sua
estrutura está velha
rachada nas paredes
e com muitas
infiltrações foi comprado por
um empresário de
fora da cidade
para construir uma galeria
de lojas para vender roupas
, sapatos e outros bens
de consumo.
Andando mais um pouco
passei
perto da antiga
casa dos meus colegas Fausto e Henrique ,Estava do mesmo
jeito parecia que o tempo não tinha
passado , Era uma casa simples com um alpendre que era
o estilo da época
e
na cor verde cana, Fique sabendo que estava
morando nela era a sua tia
Catarina que trabalhou
de
professora no Colégio e estava
assim
com isso aposentada , Aproveitando
o tempo livre
que tinha para fazer
passeios e também
ir ajudar a igreja em seus
trabalhos diários de anotações das atividades pastorais da paroquia
O senhor Júlio
e sua esposa Renata
e seus filhos Fausto e
Henrique foram embora para
o interior de São Paulo , São
José do Rio
Preto , E Ouvi dizer que
estavam todos bem de vida
casados e construindo suas vidas
nas profissões de
professores na Universidade
Saber Relevante uma
das melhores da
cidade. com um grau
altíssimo de aprendizagem e muito renomada que todas as pessoas queriam estudar.
Andando pela
pequena cidade de Fortaleza
da
Alegria que hoje
está grandiosa , revi fatos de
minha vida estudantil, juvenil , lembranças que vieram
ao meu coração , a recordação de meus
pais e
amigos que hoje estão em um uma
outra perspectiva de realidade lutando
com suas vidas e edificando com novos
objetivos que vão vir
pela frente com todas as suas singularidades de adversidades que se desenhariam
Neste conciliar com
a vida , observamos pequenos movimentos
de expressão em nosso
viver , Contudo não damos o devido
valor e vivemos em uma
artificialidade de sentidos
que intriga e
faz pensar o
quanto assim éramos felizes em 1985 , Ano épico
de saudades intensas e
plenas felicidades , denominações
de fortes caminhos que iriam
articular em minha vida
presente e futura de grandes objetivos
realizadores.
Entretanto tenho
a certeza e
a grandiosa convicção
que A Cidade que Tenho Saudades ! não existi
mais , Está em meu
recordar de reais emoções
que sempre guardarei
em meu caminhar, Pois são
nobres sentimentos que vão
anunciar que a
sensibilidade é algo
a preservar .