quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Lembrança de Paris - Autor : Ruy da Penha Lôbo

Era o ano de 1959 estava passeando perto do arco do Triunfo em Paris quando vi uma moça linda chamada Catarina , tinha olhos verdes , cabelos loiros pele clara ou seja uma beleza sem igual que nunca tinha visto , pois na minha pequena Riacho Limpo Goiás   não havia nenhuma  parecida com ela era uma Deusa do Olimpo.
   Ao chegar perto dela começamos a conversar e ela me disse que estava fazendo um curso de medicina na Universidade de Versalhes , então disse que estava estudando engenharia na Universidade de Birmigham na Inglaterra e estava de passeio em Paris em Férias conversamos sobre nossas vidas , nossos familiares que estavam longe no Brasil e ela me disse que estava com saudades dos seus Pais em Bauru, São Paulo.
Estávamos tão distraídos na conversa que esquecemos de falar nossos nomes e ela me perguntou como se Chama então respondi:
        - Eu me chamo Riobaldo Assunção
     E o seu nome como é ? E ela me disse :
         - me chamo Catarina Casanova  
     Nos despedimos e combinamos de nos encontrar no outro dia , chegando no domingo me lembro bem passei por algumas praças na esperança de vê-la   mas foi em vão pois tinha retornado ao Brasil as pressas pois seu pai Dimitri estava enfermo e precisava da sua assistência foi o que me disse sua amiga francesa Michelle  dizendo que ela voltaria logo assim que seu pai melhorasse.
      Entretanto ela nunca retornou , passaram-se alguns anos , havia formado em engenharia e estava trabalhando na construção civil em Goiânia , Goiás pois a cidade estava pulsando desenvolvimento e precisava de grandes profissionais que ajudassem na sua evolução está nascendo uma nova metrópole no coração do Brasil. 
       Era o ano de 1967 , indo a Bauru para passear e ver um tio que há muito tempo não via , tio Edinaldo andando pelas ruas encontro uma moça suja maltratada pelo tempo , mas que possuía a mesma beleza de Catarina , não pude acreditar era Catarina , ao me ver reconheceu e disse:
             - Riobaldo é você
     Então respondi:
             - sim sou eu
       Depois a perguntei o que tinha acontecido , o que a faz aqui nas ruas tão maltrada pelo tempo  e ela me disse que havia perdido o pai e que ele tinha ficado sem nada  sem os seus bens e que ela estava na mais pura pobreza , diante de tal fato perguntei se estava com fome e ela me disse que sim , então  a levei a um bar e falei para servir todo tipo de salgado para matar sua fome , em seguida a levei a  uma loja para comprar umas roupas e também a um salão de beleza a para  se arrumar , depois levei ela para casa de tio Edinaldo e falei para cuidar dela e que eu custearia todas as despesas .
       Alguns anos se passaram e fomos gostando um do outro e resolvemos nos casar , hoje sou feliz , sou realizado profissionalmente e tenho a mulher que amo, Catarina é minha vida , meu amor , minha emoção a doce lembrança de Paris que hoje se concretizou sendo assim meu grande amor . 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Visôes Futuristas- Autor : Ruy da Penha Lôbo

  Era o ano de 2047, viva-se em uma sociedade completamente artificial , a começar pelas casas que eram arquétipos desengonçados , e carros que se movimentavam apenas com a tração de um imã não existindo rodas , tudo era muito esquisito.
  As pessoas não tinham solidariedade umas com as outras , não conversavam e viviam apenas para o trabalho , as crianças não tinham amigos cada uma possuía um robô que as acompanhava nos passeios e nas atividades escolares, sendo crianças limitadas.
  Diante de tudo isso senti uma imensa saudade dos meus onze anos e do ano de 1997 onde as crianças brincavam umas com as outras jogando futebol e brincando de bolinha de gude ., vivendo alegre na minha pequena cidade de Manata interior de Goiás.
   Lá a vida andava devagar é verdade mas sentia que existia uma irmandade coisa que não se vê nos dias de hoje aqui em Boston , Estados Unidos , tudo é muito rápido vivem em uma eterna competição , umas competindo com as outras, o sentido família não existe as pessoas procuram pensar em seus planos pessoais e esquecem das famílias.
    Neste ano de 2047, há grande evolução onde também tem carros voando pelo céu formando um verdadeiro engavetamento coisa de ficção cientifica mas que infelizmente está acontecendo , é muita modernidade para minha cabeça acostumada as coisas simples de quando era pequeno e vivíamos na mais pura felicidade.
    Hoje os passeios não são como antigamente em que a gente viajava de um estado para outro , na atualidade viajam para conhecer planetas como Marte, Júpiter como se fossem para um lugar próximo em espaçonaves de Turismo interplanetárias.
     O maior artificialismo que vejo é que as pessoas não tem nem sequer o trabalho de abrir , fechar portas e janelas , ao chegarem nas suas casas com um código registrado o programa reconhece aquele pessoa que está chegando  e abre e fecha as portas.
    Na cozinha as pessoa não fazem comida há um programa de computador que entrega a comida pronta sem precisar que se faça , nessa sociedade o que observo é que as pessoas são infelizes tem tecnologia é verdade mas não sabem que a felicidade está na singeleza da vida e que eu estou com saudades pois naquela época havia uma integração entre as pessoas , elas viviam simples na sua forma de ser na sua simplicidade, o ser humano era valorizado pois as pessoas encontravam umas com as outras e havia o bate-papo , todo mundo sabia o nome de todo mundo , procurava-se  saber como estava e também como a família estava passando.
    Hoje não as pessoas são identificadas pelo número , cada número representa o que essa pessoa é na sociedade , onde o número 10 são os empresários , o número 9 os políticos , o número 8 os artistas e intelectuais , o número 7 é o povo, a massa.
      Nessa sociedade as pessoas são incapazes de ajudar o outro vivem em função de si mesmas não tem capacidade de estender a mão a seu semelhante , vivem no puro egoísmo demonstrando o que essa sociedade é .
        Ao acordar desse pesadelo , Eu Renan Soares , abracei minha mãe Márcia aliviado porque estava ainda em 1997 e estava também na minha cidade de Manara  e isso  eram visões futuristas de um futuro que vou lutar para que não exista , onde o ser humano seja valorizado e que haja humanização valorizando as coisas simples e também os meus irmãos. 

sábado, 1 de outubro de 2011

Poesia: Ser Feliz - Autor: Ruy da Penha Lôbo

I

Ser Feliz o que é?
É o raiar de um novo dia em que se tem esperança
É o despertar para uma nova mudança.

II

Nova Mudança realizando os nossos sonhos ou acreditando nos que tem, é encarar a realidade e sorrir de verdade que um dia vem.

III

Ser Feliz projetar alegrias, esperar desilusões , mas sempre com alegria pois no raiar de um novo dia há sempre transformações.

IV

Transformação de ver a sociedade com seus sonhos , motivações esperando melhores dias , lutando com alegria e buscando a modificação .


V

Ser Feliz palavra simples mas de difícil interpretação , pois a felicidade está às vezes ao nosso lado e não temos a noção de que ser feliz na vida não é ter luxo,  nem riqueza, estudo, ostentação, é ter a alma sempre simples e trazer a alegria das coisas simples da vida que nos tragam realização. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Poesia : As Ruas do Mundo- Autor: Ruy da Penha Lõbo

I

As Ruas do mundo há muita desilusão , jovens desmotivados sem muita explicação lutam por uma vida em que haja esperança e esperam uma grande mudança.

II

Mudança que querem seja fundamental onde as oportunidades aconteçam e não prevaleça o capital.

III

O capital em que o ser humano é visto apenas no ter esquecendo-se que se deve valorizar o ser.

IV

O ser nos pensamentos e também nas atitudes onde o ser humano deve ter a valorização transformando o mundo e criando uma sociedade de irmãos .

V

Sociedade de irmãos em que as ruas do mundo deve ser um lugar de manifestação, de transformação de consciências, de cultura motivação, melhorando a humanidade e despertando a união.,

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Recordações de Um Operário- Autor : Ruy da Penha Lôbo

  Era Abril de 1982 , estava trabalhando de sol a sol na construção de um prédio em Goiânia , a construção era monumental seria o maior prédio de Goiânia , a vida era cansativa mas vivia alegre com aquilo que Deus me concedia .
  Morava com meus pais Ridovaldo e minha mãe Benedita tínhamos uma vida simples porem feliz juntamente com minha única irmã Fátima , eram dias felizes eu Tiago fazia de tudo na construção , era pedreiro , encanador e carpinteiro Entretanto almejava algo a mais na minha vida galgar outros postos , ou seja subir na vida.  
   Com muito esforço terminei o 2ºgrau e lutando e batalhando fiz um cursinho e prestei vestibular e passei para engenharia civil , lutando e batalhando pois sei que são com esforço que se conseguem as coisas que a gente deseja, conquistar um lugar ao sol.
    No cotidiano do nosso lar não nos faltava nada meu pai Ridovaldo trabalhava de pedreiro e minha mãe Benedita era dona de casa , minha irmã Fátima havia feito magistério e estava ministrando aula em uma escola do setor Bueno chamada conhecimento é o saber , nossa vida era de muitas alegrias minha mãe Benedita lembro como se fosse hoje , levantava todos os dias para o café da manha que interruptamente era às sete horas da manha que era um verdadeiro manjar dos deuses sendo : bolo de fubá, broa , rosca,  biscoito, pão de queijo  ou seja era o momento de fraterna  união entre nós, Era  a hora  em que havia o congregamento familiar.
     A minha vida estava evoluindo com muito esforço e dedicação terminei a Universidade , no dia da minha colação de grau na Universidade Mendes Correia meu pai Ridovaldo , minha mãe Benedita e minha irmã Fátima vibravam com a minha vitória pois era resultado de muito esforço e determinação.
      Trabalhando no ramo da construção civil com muito esmero estava pouco a pouco realizando meus sonhos , com muito afinco juntei algumas economias e logo montei minha construtora que se chamava construindo sonhos no começo foi difícil pois era pequena e tinha poucos clientes , mas com tempo foi se agigantando e tornando uma empresa de grande porte no mercado tendo que criar varias filiais principalmente em São Paulo onde tinha muitos clientes por ser o lugar onde as questões financeiras se convergiam o centro econômico do pais. 
      Estava subindo bastante comprando carros e imóveis e possibilitando uma vida confortável a meus pais comprei uma casa para eles no setor sul e para minha irmã Fátima comprei uma casa no setor oeste ou seja viviam uma vida confortável ,  pois não esquece e acho que quando subimos não devemos deixar de ajudar os nossos familiares e  fazer que eles realizem   seus sonhos pois o sonhos é o que move o ser humano . Hoje aos 40 anos vivo com alegria com minha esposa Carmen e meus filhos Teobaldo e Luciana mas não esqueço dos momentos difíceis pelos quais passei lutando com afinco e dedicação sendo recordações de um operário que não esquece a vida que passou , a eterna Saudade me bate no coração dos momentos simples e da vida humilde mas que ficaram guardadas em meu coração como estimulo de lutas e também dedicação.  

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Poesia : O Pensar - Autor: Ruy da Penha Lõbo

I

O pensamento é algo fascinante , muda conceitos, derruba barreiras e constrói horizontes.

II

O pensar se dá na reflexão onde pensamos e colocamos em ação mudando a nossa vida e exigindo transformação.

III
Transformação que surge no refletir , no espelhar para dentro e então ressurgir , ressurgir para novas idéias e para novos conceitos e criando no mundo a humanização da sociedade. 

IV

Sociedade que precisa se humanizar , refletir sobre si mesma e então melhorar as atitudes , atos e ações fazendo assim que tenhamos uma sociedade de fraterna união.

V

O pensar poderia dizer em mil palavras mas somente uma eu vou dizer , é o refletir  e não parar , é o construir, é edificar , é o melhorar conscientizar trazendo Deus em primeiro lugar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

o Puritanismo da Lingua - Autor - Ruy da Penha Lõbo

A língua falada é muito dinâmica muda de acordo com os fatos históricos ela não é estática não fica parada no tempo , a língua é a unidade de um povo , nela estão os costumes, tradições e hábitos de um povo falar e se expressar na sua diversidade. 
       Entretanto há gramáticos ortodoxos que acham que a língua deve ficar estática , não evoluindo , ficar presa a conceitos gramaticais e não vêem  que a língua é muito mais do que isso ela é a identidade unitária de um povo que se comunica.
        Quando uma pessoa fala uma palavra que no conceito deles é errada mas que linguisticamente esta certa pois quando há um entendimento do que foi dito pela outra pessoa, criticam , fazem galhofa, ridicularizam dizendo que ela não tem cultura não percebem que cultura é um termo muito amplo que vai alem da escrita.
        Menospreza assim o contexto em que essa pessoa vive , não entendem que o falante deve usar um termo de acordo com ambiente onde esta sendo falado para que haja comunicação entre os falantes e um bom entendimento.
        No meio rural e nas cidades interioranas , o falante não irá e não pode utilizar uma linguagem acadêmica pois  o individuo não ira entender nada , enquanto no meio acadêmico deve utilizar uma linguagem mais refinada ou seja culta.
        Devemos entender uma coisa a linguagem mesmo falada erroneamente como por exemplo : nós vai , nós vamo esta correta se houver entendimento da mensagem pelo receptor ou seja aquele que recebe do emissor sendo aquele que transmite , não há nada de errado pois houve comunicação.
        A sociedade da gramática deve deixar com esse puritanismo de achar que tudo está errado deve-se entender que a língua falada  é e faz parte de um todo , um contexto cultural, não podendo assim entender a língua somente no aspecto gramatical  , mas como um conjunto de dizeres onde os indivíduos evoluem e por conseguinte a língua é o reflexo de um povo com seus hábitos , costumes e tradições .
       Em suma devemos ter em mente que a língua vai muito além da gramática que é essencial é verdade mas que não deve ser pressuposto de um principio universal , ou seja tem que extinguir  com o puritanismo da língua como algo somente relacionado a gramática  sendo respeitado os aspectos lingüísticos de um povo que seja por classe social , econômica,  não teve condições de estudar  pois teve que estar na luta trabalhando para sobreviver , mas que nem por isso é inferior pois tem sua singularidade no falar mas que na sua simplicidade mostra que a língua é de acordo com a variante do contexto em que vive e não presa a aspectos gramaticais.