terça-feira, 6 de setembro de 2011

Recordações de Um Operário- Autor : Ruy da Penha Lôbo

  Era Abril de 1982 , estava trabalhando de sol a sol na construção de um prédio em Goiânia , a construção era monumental seria o maior prédio de Goiânia , a vida era cansativa mas vivia alegre com aquilo que Deus me concedia .
  Morava com meus pais Ridovaldo e minha mãe Benedita tínhamos uma vida simples porem feliz juntamente com minha única irmã Fátima , eram dias felizes eu Tiago fazia de tudo na construção , era pedreiro , encanador e carpinteiro Entretanto almejava algo a mais na minha vida galgar outros postos , ou seja subir na vida.  
   Com muito esforço terminei o 2ºgrau e lutando e batalhando fiz um cursinho e prestei vestibular e passei para engenharia civil , lutando e batalhando pois sei que são com esforço que se conseguem as coisas que a gente deseja, conquistar um lugar ao sol.
    No cotidiano do nosso lar não nos faltava nada meu pai Ridovaldo trabalhava de pedreiro e minha mãe Benedita era dona de casa , minha irmã Fátima havia feito magistério e estava ministrando aula em uma escola do setor Bueno chamada conhecimento é o saber , nossa vida era de muitas alegrias minha mãe Benedita lembro como se fosse hoje , levantava todos os dias para o café da manha que interruptamente era às sete horas da manha que era um verdadeiro manjar dos deuses sendo : bolo de fubá, broa , rosca,  biscoito, pão de queijo  ou seja era o momento de fraterna  união entre nós, Era  a hora  em que havia o congregamento familiar.
     A minha vida estava evoluindo com muito esforço e dedicação terminei a Universidade , no dia da minha colação de grau na Universidade Mendes Correia meu pai Ridovaldo , minha mãe Benedita e minha irmã Fátima vibravam com a minha vitória pois era resultado de muito esforço e determinação.
      Trabalhando no ramo da construção civil com muito esmero estava pouco a pouco realizando meus sonhos , com muito afinco juntei algumas economias e logo montei minha construtora que se chamava construindo sonhos no começo foi difícil pois era pequena e tinha poucos clientes , mas com tempo foi se agigantando e tornando uma empresa de grande porte no mercado tendo que criar varias filiais principalmente em São Paulo onde tinha muitos clientes por ser o lugar onde as questões financeiras se convergiam o centro econômico do pais. 
      Estava subindo bastante comprando carros e imóveis e possibilitando uma vida confortável a meus pais comprei uma casa para eles no setor sul e para minha irmã Fátima comprei uma casa no setor oeste ou seja viviam uma vida confortável ,  pois não esquece e acho que quando subimos não devemos deixar de ajudar os nossos familiares e  fazer que eles realizem   seus sonhos pois o sonhos é o que move o ser humano . Hoje aos 40 anos vivo com alegria com minha esposa Carmen e meus filhos Teobaldo e Luciana mas não esqueço dos momentos difíceis pelos quais passei lutando com afinco e dedicação sendo recordações de um operário que não esquece a vida que passou , a eterna Saudade me bate no coração dos momentos simples e da vida humilde mas que ficaram guardadas em meu coração como estimulo de lutas e também dedicação.  

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Poesia : O Pensar - Autor: Ruy da Penha Lõbo

I

O pensamento é algo fascinante , muda conceitos, derruba barreiras e constrói horizontes.

II

O pensar se dá na reflexão onde pensamos e colocamos em ação mudando a nossa vida e exigindo transformação.

III
Transformação que surge no refletir , no espelhar para dentro e então ressurgir , ressurgir para novas idéias e para novos conceitos e criando no mundo a humanização da sociedade. 

IV

Sociedade que precisa se humanizar , refletir sobre si mesma e então melhorar as atitudes , atos e ações fazendo assim que tenhamos uma sociedade de fraterna união.

V

O pensar poderia dizer em mil palavras mas somente uma eu vou dizer , é o refletir  e não parar , é o construir, é edificar , é o melhorar conscientizar trazendo Deus em primeiro lugar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

o Puritanismo da Lingua - Autor - Ruy da Penha Lõbo

A língua falada é muito dinâmica muda de acordo com os fatos históricos ela não é estática não fica parada no tempo , a língua é a unidade de um povo , nela estão os costumes, tradições e hábitos de um povo falar e se expressar na sua diversidade. 
       Entretanto há gramáticos ortodoxos que acham que a língua deve ficar estática , não evoluindo , ficar presa a conceitos gramaticais e não vêem  que a língua é muito mais do que isso ela é a identidade unitária de um povo que se comunica.
        Quando uma pessoa fala uma palavra que no conceito deles é errada mas que linguisticamente esta certa pois quando há um entendimento do que foi dito pela outra pessoa, criticam , fazem galhofa, ridicularizam dizendo que ela não tem cultura não percebem que cultura é um termo muito amplo que vai alem da escrita.
        Menospreza assim o contexto em que essa pessoa vive , não entendem que o falante deve usar um termo de acordo com ambiente onde esta sendo falado para que haja comunicação entre os falantes e um bom entendimento.
        No meio rural e nas cidades interioranas , o falante não irá e não pode utilizar uma linguagem acadêmica pois  o individuo não ira entender nada , enquanto no meio acadêmico deve utilizar uma linguagem mais refinada ou seja culta.
        Devemos entender uma coisa a linguagem mesmo falada erroneamente como por exemplo : nós vai , nós vamo esta correta se houver entendimento da mensagem pelo receptor ou seja aquele que recebe do emissor sendo aquele que transmite , não há nada de errado pois houve comunicação.
        A sociedade da gramática deve deixar com esse puritanismo de achar que tudo está errado deve-se entender que a língua falada  é e faz parte de um todo , um contexto cultural, não podendo assim entender a língua somente no aspecto gramatical  , mas como um conjunto de dizeres onde os indivíduos evoluem e por conseguinte a língua é o reflexo de um povo com seus hábitos , costumes e tradições .
       Em suma devemos ter em mente que a língua vai muito além da gramática que é essencial é verdade mas que não deve ser pressuposto de um principio universal , ou seja tem que extinguir  com o puritanismo da língua como algo somente relacionado a gramática  sendo respeitado os aspectos lingüísticos de um povo que seja por classe social , econômica,  não teve condições de estudar  pois teve que estar na luta trabalhando para sobreviver , mas que nem por isso é inferior pois tem sua singularidade no falar mas que na sua simplicidade mostra que a língua é de acordo com a variante do contexto em que vive e não presa a aspectos gramaticais. 

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Poesia: Pai carinho que nos Guia- Autor: Ruy da Penha Lôbo

       I
Pai Carinho que nos Guia
Esperança que se renova
Seriedade nas palavras
E orientação que nos revigora

II

Revigora orientando nos gestos e boas ações ensinando , o bom caminho para as nossas transformações.

III

Transformações em que tu ensinas a sermos pessoas diferentes , não irmos pelas ondas e ser pessoas transparentes.

IV

Transparentes no caráter e também nas atitudes mudando a nossa vida e fazendo um mundo mais justo.

V

Justo para entender que ser Pai é ter entrega , carinho e orientação na formação dos filhos com princípios e uma vida onde Deus seja a Eterna razão.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A intelectualidade e as Massas Oprimidas - Autor - Ruy da Penha Lôbo

A intelectualidade é algo importante pois faz com que tenhamos conhecimento do que está acontecendo no mundo , entretanto há intelectuais que se acham acima do bem e do mal ou seja pensam que são melhores que os outros , pelo fato de terem conhecimento , acham que são semi-Deuses  se esquecem que todos nós somos filhos do altíssimo , não existindo ninguém melhor do que outro .
    Não me considero um intelectual mas um observador da realidade pois há intelectuais que preferem ficar reclusos em seu mundo esquecendo dos problemas da coletividade , eu participo da sociedade e procuro entender e ajudar as pessoas através dos meus contos com exemplos de vida para elas se avaliarem.
     Há intelectuais que se acham no topo da Pirâmide e o povo lá embaixo se esquecem que isso são visões distorcidas de intelectualidade pois o intelectual deve estar junto com o povo ou seja com as massas oprimidas.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

poesia : O Tempo - Autor : Ruy da Penha Lõbo

O tempo o que é?
É uma fração de segundo
É o limiar de uma aurora
É mudança de dia ou a esperança que se renova

II

O tempo é o passar dos segundos
É o amor que se espera
É a saudade constante de um tempo que não volta mais  , e a distancia perdida dos sonhos que não se renova.

III

O tempo esse marco da humanidade antagonismo da história , pensamentos  , sonhos,  realizações que estão aqui na memória. 

IV

O tempo me diz o que é?
É a marcação no calendário
É a aurora da esperança
É os sonhos de quando eu era criança
É a saudade do que se foi e a incógnita do que se vem os pensamentos em sonhos que todo mundo tem. 

V

O tempo vou dizer o que é
É a esperança de dias melhores , e a mudança transformação , são sonhos não realizados mas que um dia se realizarão , é a saudade marcante de um tempo que não volta mais , é olhar para o futuro , e lutar a cada segundo , e mergulhar nos pensamentos e realizar cada um a cada minuto.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eternas Saudades - Autor Ruy da Penha Lôbo

Era 2002  passava pela Rua General Ernesto Paulo  em Maçandapa  Goiás e lembrei com saudade dos momentos felizes que tinha passado com meus pais , eles eram pessoas simples , mas em casa nada faltava tudo era feito com amor .
    Meus pais senhor Genaro Herculano e senhora Jacinta dos Santos tratava a todos os filhos com carinho e igualdade não se via no rosto terno de minha mãe diferenciação entre os filhos gostava de todos com seus defeitos e qualidades inerentes a todo ser humano que fora criado por Deus o grande criador do universo.
     Nas manhas  levantávamos bem cedo , eu Dilermando , Raquel , Márcia e Paulo   éramos acordados por minha mãe que ia no nosso quarto nos chamando para ir a escola , no café da manha  era tudo muito alegre minha mãe dona jacinta fazia biscoitos  pães  e Roscas que eram de dar água na boca , mas o momento mais importante do café da manha que me lembro como se fosse hoje é o momento de confraternização que existia onde contávamos os sofrimentos pelos quais passavam na lida da roça plantando arroz , feijão, milho verde , fabricando queijo , vendendo leite e sendo pouco valorizados pela sociedade que valoriza o ter e não o ser as classes mais abastadas.
       Nesta época meu pai Herculano tinha uma pequena chácara ele plantava tudo nela e vendia e ainda sobrava muita coisa que atendia as necessidades da casa vivíamos na fartura com alegria e não nos faltava nada isso sinto é a verdadeira felicidade.
        Aos Domingos , levantávamos cedo tomávamos café arrumávamos e íamos para a missa do padre Osmar que era as oito horas começando pontualmente , depois da missa íamos para  praça onde brincávamos com os amigos Joaquim e Helena , filhos do seu Olavo e de dona Almerinda , seu Olavo era um farmacêutico bom que tinha na cidade que atendia a todos sem distinção de classe social , coisa que hoje não se vê mais onde impera o egoísmo, a arrogância e o orgulho diante dos pobres.
        Em Maçandapa , todos se conheciam , sendo uma verdadeira irmandade onde todos se respeitavam , ao olhar o lugar onde vivi os melhores momentos de minha vida a casa onde morei e hoje não existe mais , me aperta o coração , por saber que naquele lugar está um prédio imponente mas frio fruto do capitalismo desregrado , meu pai na época por condições financeiras teve que vender a casa para seu Altemar que depois revendeu a um grupo imobiliário que não preservou a casa vendendo a grupos econômicos supermercadistas deixando escancarado o lado cruel do capitalismo.
       Ao rememorar todos esses fatos , lembrei-me do quanto a família  é importante , vivíamos com simplicidade , mas tínhamos a felicidade , hoje meus pais faleceram , meus irmãos não me procuram Raquel formou-se em Jornalismo e trabalha em uma grande rede de televisão seu meio social é outro , participa de festas da alta elite da sociedade e esqueceu de suas origens o que não poderia acontecer.
       Márcia formou-se em geografia mas vive longe ministra aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro e Paulo é dono de uma Imobiliária que vende terrenos para formar grandes condomínios fechados , ou seja não estão preocupados comigo , enquanto  a eu Dilermando formei em História  pela Universidade de São Paulo sou professor aposentado pela Universidade Católica de Goiás , mas não esqueço das minhas origens , hoje sou casado com Catarina tenho dois filhos Renato e Munique tento passar para eles os valores familiares que recebe de meus pais onde éramos felizes e a felicidade estava a nossa porta que não se vê no momento mas está no meus coração sendo Eternas Saudades de um tempo que guardo com emoção .