segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eternas Saudades - Autor Ruy da Penha Lôbo

Era 2002  passava pela Rua General Ernesto Paulo  em Maçandapa  Goiás e lembrei com saudade dos momentos felizes que tinha passado com meus pais , eles eram pessoas simples , mas em casa nada faltava tudo era feito com amor .
    Meus pais senhor Genaro Herculano e senhora Jacinta dos Santos tratava a todos os filhos com carinho e igualdade não se via no rosto terno de minha mãe diferenciação entre os filhos gostava de todos com seus defeitos e qualidades inerentes a todo ser humano que fora criado por Deus o grande criador do universo.
     Nas manhas  levantávamos bem cedo , eu Dilermando , Raquel , Márcia e Paulo   éramos acordados por minha mãe que ia no nosso quarto nos chamando para ir a escola , no café da manha  era tudo muito alegre minha mãe dona jacinta fazia biscoitos  pães  e Roscas que eram de dar água na boca , mas o momento mais importante do café da manha que me lembro como se fosse hoje é o momento de confraternização que existia onde contávamos os sofrimentos pelos quais passavam na lida da roça plantando arroz , feijão, milho verde , fabricando queijo , vendendo leite e sendo pouco valorizados pela sociedade que valoriza o ter e não o ser as classes mais abastadas.
       Nesta época meu pai Herculano tinha uma pequena chácara ele plantava tudo nela e vendia e ainda sobrava muita coisa que atendia as necessidades da casa vivíamos na fartura com alegria e não nos faltava nada isso sinto é a verdadeira felicidade.
        Aos Domingos , levantávamos cedo tomávamos café arrumávamos e íamos para a missa do padre Osmar que era as oito horas começando pontualmente , depois da missa íamos para  praça onde brincávamos com os amigos Joaquim e Helena , filhos do seu Olavo e de dona Almerinda , seu Olavo era um farmacêutico bom que tinha na cidade que atendia a todos sem distinção de classe social , coisa que hoje não se vê mais onde impera o egoísmo, a arrogância e o orgulho diante dos pobres.
        Em Maçandapa , todos se conheciam , sendo uma verdadeira irmandade onde todos se respeitavam , ao olhar o lugar onde vivi os melhores momentos de minha vida a casa onde morei e hoje não existe mais , me aperta o coração , por saber que naquele lugar está um prédio imponente mas frio fruto do capitalismo desregrado , meu pai na época por condições financeiras teve que vender a casa para seu Altemar que depois revendeu a um grupo imobiliário que não preservou a casa vendendo a grupos econômicos supermercadistas deixando escancarado o lado cruel do capitalismo.
       Ao rememorar todos esses fatos , lembrei-me do quanto a família  é importante , vivíamos com simplicidade , mas tínhamos a felicidade , hoje meus pais faleceram , meus irmãos não me procuram Raquel formou-se em Jornalismo e trabalha em uma grande rede de televisão seu meio social é outro , participa de festas da alta elite da sociedade e esqueceu de suas origens o que não poderia acontecer.
       Márcia formou-se em geografia mas vive longe ministra aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro e Paulo é dono de uma Imobiliária que vende terrenos para formar grandes condomínios fechados , ou seja não estão preocupados comigo , enquanto  a eu Dilermando formei em História  pela Universidade de São Paulo sou professor aposentado pela Universidade Católica de Goiás , mas não esqueço das minhas origens , hoje sou casado com Catarina tenho dois filhos Renato e Munique tento passar para eles os valores familiares que recebe de meus pais onde éramos felizes e a felicidade estava a nossa porta que não se vê no momento mas está no meus coração sendo Eternas Saudades de um tempo que guardo com emoção .

terça-feira, 14 de junho de 2011

Teoria do Pensamento Autônomo - Autor - Ruy da Penha Lõbo

A inteligência humana é impressionante , o ser humano é capaz de criar coisas e formular conceitos que irão mudar os paradigmas da humanidade .
  Dentre esses pensamentos , é que analisando e refletindo sobre o ser humano e toda a sua capacidade de formulação é que formulei a teoria do pensamento autônomo , no qual defendo que o ser humano é um ser criativo , que muda a humanidade e traz novos conceitos que irão nortear a vida humana em todas as suas vivências.
   Nesta teoria do pensamento Autônomo questiono o ser humano nos dias de hoje em que se tornou um mero repetidor de pensamentos de outras pessoas ou seja citações de autores , não tendo um pensamento próprio , vive em função dos que os outros pensam.
    Nessa teoria do pensamento autônomo quero destacar os autores literários que são capazes de criar um enredo , um fato , acontecimentos , personagens ou seja toda uma conjuntura de pensamentos bem ordenada e esquematizada .  
      Na teoria do pensamento autônomo quero enfatizar dois conceitos que para mim são importantes:

        -Mente criativa e a Mente repetitiva

         - a Mente Criativa : seria a capacidade que o ser humano tem de criar coisas , conceitos , sem precisar ter uma referência ou seja estar baseado em autores ter a capacidade de criar. Como exemplo cito dois grandes pintores do Renascimento italiano, Leonardo da Vinci e Michelangelo .
  
    - A Mente Repetitiva – onde o ser humano não procura trazer nada de novo , vive preso ao que os autores falam , não formula conceitos , não cria coisas novas , como próprio nome sugere vive da repetição. 


Nesta teoria formulada por mim quero fazer um questionamento aos intelectuais ortodoxos faze-los repensar sobre a maneira como vêem o mundo e  a sociedade , na teoria do pensamento Autônomo não estou contra a citação de autores importantes , o meu objetivo não é esse e sim questionar o exagero que existe onde as pessoas não tem pensamento próprio e vivem como robôs programados a dizer o que os outros pensam e não o que eles pensam sobre  a sociedade e o mundo .

A este exagero de uso de citações quero dar o nome de citacionismo sendo seu uso exacerbado , nesta teoria quero trazer luz do novo conhecimento que deve ser o pensamento Autônomo , onde o ser humano deve ter a liberdade para criar coisas , definir conceitos sem se basear apenas nos que os autores dizem mas no que ele diz ou seja essa é a teoria do pensamento Autônomo que tem como finalidade criar e estabelecer novos conceitos , trazendo novos questionamentos para humanidade tão importantes para os nossos dias  

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Encontros e desencontros da vida - Autor- Ruy da Penha Lôbo

Era abril de 2002 estava sentado em minha casa em Curitiba , Paraná quando de repente me veio as lembranças de um tempo que não volta mais da minha querida Bonfinópolis eu Eusébio rememorava as minhas recordações a vida simples , porém alegre que tinha com meus pais Geraldo e Carminda e meus irmãos Julio e Veneranda.
     Lembrando dos tempos de escola , onde íamos todos juntos , minha mãe Carminda levantava bem cedo fazia um café saboroso e uns biscoitos de dar água na boca que até hoje não esqueço , éramos felizes em Bonfinópolis estado de Goiás , minha terra querida. Depois que voltávamos da escola íamos encontrar com minha mãe Carminda e meu pai Geraldo , ao chegar a hora do almoço era o momento mais alegre para nós pois  minha mãe , era uma cozinheira de mão cheia , fazia: pelota, tutu de feijão , bolinho de arroz e pastel de carne, sem contar que depois do almoço meu pai ia nos contar tudo que tinha acontecido na loja e dificuldades pelas quais estava passando.
      Era o ano de 1988 , já adolescente com meus dezessete anos conheci uma garota que não esqueço e pela qual tinha grande paixão se chamava Catarina , era linda , olhos verdes , cabelo loiro , era apaixonado por ela , mas ela não me correspondia aos meus sentimentos , tratava eu com carinho mas não sentia amor por mim .
      Tudo na minha vida era feliz , as lembranças de meus pais , de meus irmãos e a recordação doce de Catarina povoam minha mente que não me sai do meu coração, hoje aos 39 anos casado com minha esposa Fátima vivo com alegria com meus filhos Renato e Munique mas as lembranças daquele tempo na minha pequena Bonfinópolis não me sai da minha cabeça e do meu coração onde vivia com meus pais e irmãos e estudava no colégio Presidente Castelo Branco com muito afinco e dedicação.
      Meus irmãos Julio e Veneranda se mudaram para São Paulo são bem conceituados , Julio é professor de história contemporânea na Universidade de São Paulo e Veneranda é Professora de geografia na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo  , porém com todos esses títulos que fizeram eles esqueceram o verdadeiro sentido da palavra família que nós tínhamos na vida simples de minha cidade de Bonfinópolis , onde conhecíamos todo mundo e a felicidade estava a nossa porta e não víamos , meus irmãos não me procuram , vivem em seu mundo e distante de mim esquecendo que o verdadeiro sentido de família deve ser de estarmos unidos uns com os outros.
      Nesses encontros e desencontros da vida , sempre quer nos pregar peça , mas o essencial é guardar as lembranças e saudades de um tempo que não volta mais , das recordações mais profundas que guardo da minha querida Bonfinópolis onde a felicidade estava presente e que até hoje não sai da minha mente.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Bonfinópolis Terra minha Terra da minha infância Querida - Autor : Ruy da Penha Lôbo

BONFINóPOLIS,TERRA MINHA,TERRA DA MINHA INFANCIA QUERIDA.
QUE NÃO VOLTA MAIS,EM QUE JOGAVA BOLA PARA ALEGRAR O DIA
RELEMBRANDO AQUELES TEMPOS QUE SAUDADE QUE ME Dá.

II
HOJE LEMBRO TAMBEM DAS AULAS NO COLÉGIO EM QUE N0S INTERVALOS CANTAVA PARA PASSAR A MONOTONIA, AO ENTRAR NAS AULAS TENTAVA
APRENDER TUDO COM MUITO AFINCO E ALEGRIA.

III

AO SAIR TUDO ERA FESTA CANTAVA PARA ESQUECER A TRISTEZAS E PARA
ALEGRAR,A MINHA VIDA,HAVIA SENTIMENTOS ANTAGÔNICOS QUE PULSAVAM
DEMTRO DE MIM SONHAVA COM SOCIEDADE JUSTA E COM UM FUTURO MELHOR
PRA MIM.

IV
Solitário hoje eu vivo sempre a pensar na vida que passou e que
não pode voltar,recordações de uma época sempre a me torturar
porque não fiz da minha vida um eterno cantar.

v
Hoje, olho Bonfinópolis com aperto no coração da minha infância
Adolescência em que era ilusão, tinha pouco na vida, mas era um idealista, tinha sonhos mais foram abdicados.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Noites de outono - Autor : Ruy da Penha Lôbo

Era sábado  22 de março de 1920 , estava brincando com meus irmãos Claudio, Romualdo , Melquiades e Venerando e minha irmã Carmem , meu pai Ataíde , chamou-nos para entrar para dentro tinha uma novidade para nos contar.

   Entramos e ele disse para mim :
        - Ferdinando vou ter que viajar por alguns dias e peço que cuide de sua mãe juntamente com seus irmãos
    Então respondi a ele:
         -Porque pai você diz isso
    
       Em seguida meu pai disse :
       
       - É porque eu tenho que ir atrás de sua avó que há muitos anos nos separamos e alguém me disse que ela está em Jaçuaba , eu quero revê-la pois depois que ela se separou de meu pai , eu nunca mais a vi , pois meu pai me pegou e sumiu comigo e ela nunca mais soube notícias  .   
    
      Ouvindo todo aquele relato disse :
        - Pai pode ir tranqüilo traga a vovó para que possamos conhecê-la .
        
      Nesse instante meu pai saiu e foi se arrumar, assim que se aprontou pegou as malas , pois a viagem era longa , cento e oitenta quilômetros de distancia de onde nós morávamos, quando terminou de se arrumar chamou minha mãe Bernadete e disse :
        
         - Querida vou te deixar um dinheiro , para que você se mantenha até eu voltar.
     
       Ao falar isso minha mãe lhe deu um beijo e disse:
        
          - Pode ir tranqüilo Ataíde , vamos ficar bem
        
       Passadas algumas semanas minha mãe já estava de preocupando pois meu pai não lhe mandava noticias e naquela época era complicado pois o único meio de comunicação era o telegrafo , que demorava muitos dias , não é igual o que se tem hoje que se tem a internet em que em poucos minutos fica-se sabendo de tudo.
      
     Ao passar estas semanas meu pai manda um telegrama dizendo:
            
      - Querida se prepare pois estou chegando com minha mãe nos próximos dias

        Chega o dia 20 de abril fomos para a estação , seu Ataxedes , o chefe da estação estava esperando o trem , para pegar as correspondências , enfim chega a hora que tanto aguardávamos , a locomotiva para em Guaranam era uma noite fria de outono estávamos com roupas de frio , eu minha mãe e meus irmãos .
        
       Ao descer do tem vi meu pai com um sorriso estampado em seu rosto , em seguida minha avó uma velhinha , tendo que ser amparada por meu pai , quando a encontrei ela sorriu e disse:
          
      - você que é Ferdinando seu pai falou muito de você , venha meu netinho me dê um abraço. 

     Enquanto isso meus outros irmãos estavam por entender eram crianças muito mais novos que eu e não sabiam o que estava acontecendo , a felicidade havia chegado a nossa casa , meu pai estava feliz pois tinha encontrado sua mãe , minha mãe também estava alegre pois meu pai havia voltado e eu e meus irmãos continuávamos, vivendo aquela vida de criança onde não se tem responsabilidade e somente vive-se aquele momento.  
     
    Sentado na sala de casa em Londrina Paraná , com minha esposa Fátima , relembrei disso tudo e senti uma vontade imensa que aqueles momentos alegres voltassem , hoje não tenho meus pais , minha mãe faleceu  , meus irmãos não os  vejo mais nós separamos uns foram para São Paulo outros para Goiânia e eu nessa solidão o que me acalenta e motiva , são aquelas noites de outono , em que os dias eram alegres e que ficaram eternizadas nas memórias deste velho triste .

sexta-feira, 6 de maio de 2011

um amor de Copenhague - Autor: Ruy da Penha Lôbo

Era Tarde de Abril de 1930 estava andando pela cidade de Copenhague quando me deparei com a mulher mais bela que meus olhos puderam ver , era Sonia uma brasileira recém-chegada a cidade e que estava fazendo um curso de Medicina .
            Quando a vi meu coração sentiu naquele momento que aquela era a mulher com quem iria viver a vida inteira , estava passeando em um parque e sentada na praça estudava para a prova que iria fazer no outro dia .
            Ao chegar nos cumprimentamos me apresentando perguntei a ela seu nome e ela respondeu:
           
             - me Chamo Sônia
             
             E em seguida perguntou o meu nome e então lhe responde :
            
               - me chamo Antônio sou brasileiro estou aqui estudando arquitetura na University School Whashington  
           Então ela disse que também estudava em Universidade importante de Copenhague  que se chamava University School Princess , depois de trocarmos idéias , saímos dali e fomos para um bar de um brasileiro , chamado brasilidade de um casal chamado Constancio e Renata , que havia aberto há pouco tempo .
           Ficamos lá um  pouco conversando e relembrando do Brasil , das coisas boas , de sair pelas ruas com os amigos e do jeito brasileiro de ser que é único no mundo , contei a ela que meu pai se chamava Heraldo e era um prospero industrial de sapatos  e eu era da cidade de Franca ,São Paulo , e ela me disse que ela filha de um casal que trabalhava para um senhor muito rico e quese chama Ronaldo e que  tinha varias industrias e que se chamava Ronaldo e que não tinha filhos e considera ela como se fosse sua filha inclusive ele pagou os estudos em boas escolas e custeava todas as suas despesas em Copenhague incluindo ate os seus estudos pois o seu sonho é ver ela formada em Universidade. 
         Depois dessa breve conversa fomos para casa , mas mantinha a ansiedade de revê-la novamente e poder ver aquela beleza de mulher , passados alguns dias se  encontraram novamente na mesma praça e disse a ela que não tinha esquecido e gostaria muito de namorar com ela , espantada ela falou que também não tinha tirado eu do seu pensamento e que estava sentindo a mesma coisa por mim.
          Ao falar isso disse-lhe :
              
            - Sônia , você aceita namorar comigo
           
          Então ela respondeu :
               
              - Sim aceito
           Nesse instante  a abracei e lhe dei um longo beijo que não esqueço até hoje , passados alguns anos terminamos nossos respectivos cursos e fomos embora para o Brasil , era o ano de 1950 , ao chegar notei que aquele pais que havia deixado estava diferente , a cidade de Franca tinha se modificado estava com um amplo parque de calçados , encontrei com meu pai Heraldo e ele me disse:
                
                 - Antônio que Saudades de Você meu filho ! como foi de viagem transcorreu tudo bem no avião , eu e sua mãe não estávamos agüentando de saudade.
                  Então disse:
                    - foi tudo bem pai , tenho uma novidade estou namorando , minha namorada se chama Sônia , e é linda , alegre , comunicativa e também uma pessoa simples .
                 
                     Quando acabei de falar meu pai respondeu:
                   
                         - filho é filha de industrial ?
                    Nesse instante respondi:
                      -não pai ela é filha dos empregados do senhor Ronaldo , um grande industrial , que tem varias industrias , que não tem filhos e a ajudou nos seus estudos e na sua formatura de Medicina.
                    Depois de dizer isso meu pai respondeu :
                      - Filho eu não quero que você continue namorando essa moça , ela é pobre, você merece uma moça abastada de classe elevada , filha de industrial , se você continuar namorando com ela, eu te deserto em meu testamento.
                    Quando terminou de falar isso disse:
                        - Pai , não aceito o senhor falar dela dessa forma , ela é o grande amor da minha vida , a mulher que sempre sonhei , se o senhor quiser me deserdar , pode deserdar que não  largo de namorar com ela pois a amo.    
                      Vendo a minha determinação , minha mãe Gerthudes disse a meu pai:
                        - Heraldo pare com isso! , nosso filho tem o direito de namorar com quem ele quiser , se lembre que nós também fomos pobres e subimos graças ao nosso trabalho e determinação e essa moça que é dedicada pois já se formou em medicina e tenho certeza subira na vida.
                        Ao dizer isso a meu pai , meu pai Heraldo respondeu:
                           - está bem Gerthudes , você tem razão , estava sendo muito preconceituoso , nós também fomos pobres e subimos graças  a nossa luta e determinação .
                          E então disse para eu:
                             - Antônio traga essa aqui em casa para que possamos conhecê-la
                           Depois eu disse :
                              
                           - Está bem Pai , a trarei aqui em casa e vocês verão o quanto é bela.
                           
                        Chega o dia 18 de abril de 1950 , estava chegando na casa de meus pais com Sônia , ao ver-la  meu pai Heraldo perguntou :
                             
                           - Filha qual é o seu nome?  
                        
                            E então Sônia respondeu:
                             
                           - Me chamo Sônia
                         
                            Meu pai disse então:
                              
                            - Nossa ! Antônio sua namorada é linda , você tem bom gosto
                           
                           Terminadas as apresentações fomos para o almoço que estava prestes a sair , ao ficar pronto fomos sentar e percebe que o sorriso de Sônia estava meio sem graça , sem saber o que fazer com os talheres , minha mãe vendo desconcerto disse:
                              
                         - Sônia fique a vontade , coma do jeito que você está acostumada

                         Este namoro entre eu e Sônia foi um namoro de muito compromisso e de muita confiança um no outro , enfim no dia 20 de novembro de 1955 , nos casamos, relembrando de tudo isso tenho saudades pois sinto que hoje as pessoas não tem essa dedicação umas com as outras , não sabem o que é o verdadeiro amor , onde um compreende o outro.  Hoje chegado o ano de 1980 , aos oitenta anos , vivo com alegria com minha esposa Sônia , meus filhos e netos  na cidade de São Paulo, tendo a sensação que a felicidade , quando a procuramos , e a minha felicidade aconteceu em uma tarde de abril de 1930 , onde encontrei meu grande amor , um amor de Copenhague. 

um amor de Copenhague - Autor : Ruy da Penha Lôbo

            Era Tarde de Abril de 1930 estava andando pela cidade de Copenhague quando me deparei com a mulher mais bela que meus olhos puderam ver , era Sônia uma brasileira recém-chegada a cidade e que estava fazendo um curso de Medicina .
            Quando a vi meu coração sentiu naquele momento que aquela era a mulher com quem iria viver a vida inteira , estava passeando em um parque e sentada na praça estudava para a prova que iria fazer no outro dia .
            Ao chegar nos cumprimentamos me apresentando perguntei a ela seu nome e ela respondeu:
           
             - me Chamo Sônia
             
             E em seguida perguntou o meu nome e então lhe responde :
            
               - me chamo Antônio sou brasileiro estou aqui estudando arquitetura na University School Whashington  
           Então ela disse que também estudava em Universidade importante de Copenhague  que se chamava University School Princess , depois de trocarmos idéias , saímos dali e fomos para um bar de um brasileiro , chamado brasilidade de um casal chamado Constancio e Renata , que havia aberto há pouco tempo .
           Ficamos lá pouco conversando e relembrando do Brasil , das coisas boas , de sair pelas ruas com os amigos e do jeito brasileiro de ser que é único no mundo , contei a ela que meu pai se chamava Heraldo e era um prospero industrial de sapatos  e eu era da cidade de Franca ,São Paulo , e ela me disse que ela filha de um casal que trabalhava para um senhor muito Rico que tinha varias industrias e que se chamava Ronaldo e que não tinha filhos e considerava ela como se fosse sua filha inclusive ele pagou os estudos em boas escolas e custeava todas as suas despesas em Copenhague incluindo ate os seus estudos pois o seu sonho é ver ela formada em Universidade. 
         Depois dessa breve conversa fomos para casa , mas mantinha a ansiedade de revê-la novamente e poder ver aquela beleza de mulher , passados alguns dias se  encontraram novamente na mesma praça e disse a ela que não tinha esquecido e gostaria muito de namorar com ela , espantada ela falou que também não tinha tirado eu do seu pensamento e que estava sentindo a mesma coisa por mim.
          Ao falar isso disse-lhe :
              
            - Sônia , você aceita namorar comigo
           
          Então ela respondeu :
               
              - Sim aceito
           Nesse instante  a abracei e lhe dei um longo beijo que não esqueço até hoje , passados alguns anos terminamos nossos respectivos cursos e fomos embora para o Brasil , era o ano de 1950 , ao chegar notei que aquele pais que havia deixado estava diferente , a cidade de Franca tinha se modificado estava com um amplo parque de calçados , encontrei com meu pai Heraldo e ele me disse:
                
                 - Antônio que Saudades de Você meu filho ! como foi de viagem transcorreu tudo bem no avião , eu e sua mãe não estávamos agüentando de saudade.
                  Então disse:
                    - foi tudo bem pai , tenho uma novidade estou namorando , minha namorada se chama Sônia , e é linda , alegre , comunicativa e também uma pessoa simples .
                 
                     Quando acabei de falar meu pai respondeu:
                   
                         - filho é filha de industrial ?
                    
                       Nesse instante respondi:
                      -Não pai ela é filha dos empregados do senhor Anderson , um grande industrial , que tem varias industrias , que não tem filhos e a ajudou nos seus estudos e na sua formatura de Medicina.
                    Depois de dizer isso meu pai respondeu :
                      - Filho eu não quero que você continue namorando essa moça , ela é pobre, você merece uma moça abastada de classe elevada , filha de industrial , se você continuar namorando com ela, eu te deserto em meu testamento.
                    Quando terminou de falar isso disse:
                        - Pai , não aceito o senhor falar dela dessa forma , ela é o grande amor da minha vida , a mulher que sempre sonhei , se o senhor quiser me deserdar , pode deserdar que não  largo de namorar com ela pois a amo.    
                      Vendo a minha determinação , minha mãe Gerthudes disse a meu pai:
                        - Heraldo pare com isso! , nosso filho tem o direito de namorar com quem ele quiser , se lembre que nós também fomos pobres e subimos graças ao nosso trabalho e determinação e essa moça que é dedicada pois já se formou em medicina e tenho certeza subira na vida.
                        Ao dizer isso a meu pai , meu pai Heraldo respondeu:
                           - está bem Gerthudes , você tem razão , estava sendo muito preconceituoso , nós também fomos pobres e subimos graças  a nossa luta e determinação .
                          E então disse para eu:
                             - Antônio traga essa aqui em casa para que possamos conhecê-la
                           Depois eu disse :
                              
                           - Está bem Pai , a trarei aqui em casa e vocês verão o quanto é bela.
                           
                        Chega o dia 18 de abril de 1950 , estava chegando na casa de meus pais com Sônia , ao verem meu pais Heraldo respondeu:
                             
                           - Filha qual é o seu nome?  
                        
                            E então Sônia respondeu:
                             
                           - Me chamo Sônia
                         
                            Meu pai disse então:
                              
                            - Nossa ! Antônio sua namorada é linda , você tem bom gosto
                           
                           Terminadas as apresentações fomos para o almoço que estava prestes a sair , ao ficar pronto fomos sentar e percebe que o sorriso de Sônia estava meio sem graça , sem saber o que fazer com os talheres , minha mãe vendo desconcerto disse:
                              
                         - Sônia fique a vontade , coma do jeito que você está acostumada

                         Este namoro entre eu e Sônia foi um namoro de muito compromisso e de muita confiança um no outro , enfim no dia 20 de novembro de 1955 , nos casamos, relembrando de tudo isso tenho saudades pois sinto que hoje as pessoas não tem essa dedicação umas com as outras , não sabem o que é o verdadeiro  amor , onde um compreende o outro.  Hoje chegado o ano de 1980 , aos oitenta anos , vivo com alegria com minha esposa Sônia , meus filhos e netos  na cidade de São Paulo, tendo a sensação que a felicidade , quando a procuramos , e a minha felicidade aconteceu em uma tarde de abril de 1930 , onde encontrei meu grande amor , um amor de Copenhague.